
A TUPY reutiliza as areias descartadas dos processos de macharia, no parque fabril de Joinville (SC), porque dispõe de um equipamento de regeneração (foto ao lado). Esse montante de areia corresponde a cerca de 15% do total consumido e tem tratamento especial, já que em sua formulação são acrescidas resinas para garantir maior resistência às peças.
O grande desafio do SGA da TUPY tem sido o de encontrar solução para as areias descartadas dos processos de moldagem - 85% do total consumido. Embora não constituam resíduos perigosos, já que a elas são acrescidos tão somente bentonita (argila coliodal), pó de carvão e água, areias de moldagem ou “areias verdes” são tratadas pela legislação brasileira (NBR 10.004) de forma diferenciada, sendo necessário seu encaminhamento a aterros industriais. O mesmo não acontece em outros países, especialmente europeus, que utilizam essas areias para a fabricação de tijolos, placas de concreto e asfalto, entre outros fins.
Nesse sentido, a TUPY age em duas frentes. Há cerca de três anos vem adequando seu aterro industrial próprio (foto abaixo) para continuar a receber essas areias e outros resíduos industriais, atendendo assim aos mais rigorosos padrões técnicos e legais. Para essa adequação, já disponibilizou investimento da ordem de R$ 19 milhões.
Por outro lado, lidera um movimento junto aos órgãos ambientais, com a participação de outras fundições brasileiras e com base em pesquisas que vem realizando, no sentido de modificar normas técnicas que, no Brasil, impedem a utilização de areias de moldagem para outros fins, capazes de transformar passivos em ativos ambientais.
O SGA da TUPY conta, entre seus profissionais, com uma doutora em Química pela Universidade Federal do Paraná, cuja tese recentemente defendida objetivou provar que “areias verdes” podem vir a ser utilizadas como agregado para misturas asfálticas, o que baratearia muito o custo de construção de estradas e eliminaria a necessidade de disposição desses resíduos em aterros, além de reduzir significativamente a extração de areia virgem.
Experimentos nesse sentido já existem na prática, autorizados por órgãos ambientais de São Paulo e Minas Gerais, mas ainda não em Santa Catarina.

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