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Empresa Tupy
Foto Fundição Tupy na década de 40
Fundição TUPY S.A., início da década de 40

História

Os primeiros anos

A história da TUPY segue de perto os passos da industrialização do Brasil e da cidade de Joinville, colonizada a partir da segunda metade do século XIX por imigrantes europeus, a maioria de origem germânica. Albano Schmidt, Hermann Metz e Arno Schwarz, que fundaram a TUPY em 9 de março de 1938, descendiam desses imigrantes. Albano era um homem de negócios e os sócios, pessoas que já se dedicavam a fabricar artefatos de ferro, utilizando conhecimentos rudimentares de fundição.

Dez anos antes de a TUPY existir, Albano havia desafiado seus companheiros a “descobrir a fórmula do ferro fundido maleável”, utilizado na fabricação de conexões, então conhecidas no país apenas pela importação. Sem contar com recursos de laboratório ou de manuais que dessem algum indicativo de como chegar à fórmula dessa liga (originalmente descoberta em 1630, na Inglaterra), tudo era feito na base da tentativa foto de carregamento de conexões em barricas
Carregamento de conexões em barricas,
para transporte marítimo
e erro, até que em 1937 obteve-se a composição certa. No ano seguinte, nas mesmas instalações de uma antiga oficina existente no centro da cidade, as primeiras conexões com a marca TUPY começaram a ser fabricadas. Três anos depois, já recebiam o atestado de similaridade, o que significava serem semelhantes às estrangeiras.

A visão empreendedora

Enquanto as conexões ganhavam mercado em todo o país e se tornavam líderes em vendas, Albano Schmidt planejava a construção do que viria a ser o parque industrial do Boa Vista, para onde a TUPY começou a se transferir em 1954. A mudança acabou dando início ao próprio bairro, hoje um dos mais populosos de Joinville, e a primeira unidade de fundição, com capacidade para três mil toneladas ao ano, logo transformou a TUPY na maior empresa do Estado de Santa Catarina. Vista aérea 1954
Vista Aérea da TUPY em 1954 
   
Vista aérea Escola Técnica
Vista aérea da Escola Técnica TUPY
Albano Schmidt morreu em 1958 e a Presidência da empresa foi ocupada pelo filho Hans Dieter Schmidt, então com 26 anos, mas já visto pelo pai como sucessor natural. Homem de idéias arrojadas e visão empreendedora, Dieter criou em 1959 a Escola Técnica Tupy, com o objetivo de qualificar mão-de-obra para fazer frente aos desafios que, acreditava ele, a indústria automobilística traria. O primeiro
contrato para produção de peças automotivas havia sido firmado em 1958: tambores de freio para a Volkswagen, recém-chegada ao Brasil.
   
Em 1963 a segunda unidade de fundição foi instalada, exclusivamente para produzir peças automotivas, e em 1972 foi criado o primeiro Centro de Pesquisa, em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Em 1975 uma terceira frente materializava a vocação da empresa para atuar no setor automotivo. Dedicada à produção de blocos e cabeçotes de motor, esta unidade hoje responde por cerca de 50% dos negócios da empresa. Fotos de tambores de freio
Um dos produtos para indústria
automobilística brasileira:
tambores de freio
 

A morte prematura de Dieter Schmidt, vítima de acidente aéreo em 1981, quando ocupava o cargo de Secretário de Estado da Indústria, e a diversificação excessiva do grupo empresarial, que além de negócios no setor metal-mecânico passou a atuar também nos setores químico e plástico, acabou levando a TUPY a quase fechar suas portas.

Os dias atuais

Iniciando em 1991 uma gestão profissionalizada, em 1995 a TUPY teve seu controle acionário entregue a um pool de fundos de pensão e bancos, solução de capital encontrada para fazer frente ao excessivo endividamento.

Já então focada em seu core-business, fundição, a empresa concentrou todos os seus esforços para ampliar as exportações e consolidar-se no mercado externo como competidora global no segmento automotivo. Em 1998 adquiriu uma unidade de fundição em Mauá, no Estado de São Paulo, ao mesmo tempo em que modernizava e expandia o parque fabril de Joinville. Em pouco tempo dobrou a capacidade produtiva e hoje se posiciona entre as cinco maiores fundições do mundo.

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